Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004

*era pra gente rezar, mas...*
Hoje fui pra Aparecida do Norte. Até aí, tudo normal. Tudo certo. Às vezes uma vez na vida a gente precisa se purificar de todos os pecados e todos aqueles blablabla's característicos de quando você entra numa igreja.
O problema é que... Os problemas começaram logo cedo. Tipo, as seis da manhã.
Meu pai, como bom cozinheiro, acorda cedo pra já deixar o almoço pronto. Afinal, voltaríamos só beeem à tarde, num período em que não teríamos disposição nenhuma pra fazer almoço.
OK... Até aí dá pra agüentar... Quero dizer, daria se ele não tivesse acordado às CINCO HORAS DA MANHÃ pra isso!
Seis e cinqüenta-i-num-sei-quanto.
Lá vai Camilla, na sua disposição HABITUAL, tentar levantar da cama... Uns cinco minutos enrolando. Ainda meio dormente, arruma a cama, tira a roupa no quarto, se enrola na toalha e simbóra pro banheiro. Toma banho, reclama do cabelo, reclama da pele oleosa, reclama da barriga, reclama de ter que se levantar cedo em um dia de chuva (!!!). Sai do banho. Procura roupa pra vestir... "Droga... Porque eu nunca penso em algo pra vestir no dia anterior!?"
Vai aquela calça capri com uma blusinha preta, mesmo... E no pé, uniforme de guerra: meu sapatênis que eu AMO da AllStar.
Certo, certo. Agora, vai todo o armamento sempre utilizado em expedições não muito rotineiras: Carteira, celular e câmera digital. Incrível como eu quase não saio de quase sem esses três itens...

Sete e meia da manhã.
Madalena e meu priminho Nathan chegam aqui em casa. Eles vão pra Aparecida junto com a gente. Tudo bem. Eu gosto bastante deles.

Oito horas.
Dentro do carro, junto com primo, tia, pai, mãe e irmão. A essa hora, achei que a viagem ia ser muito longa, mas até que não. Acho que porque foi divertida, porque eu estava com pessoas de quem gostava ou sei-lá-purquê.

Nove e meia.
A gente passa em frente da entrada de São José dos Campos... Ódio, saudade, vontade de ver alguém... Todo o tipo de sentimento domina o meu corpo.

Dez e quinze.
Chegamos em Aparecida. O mais engraçado é que, estando lá, o que todo mundo procura são os banheiros. "Ah, pera só um pouqinho, que eu vou no banheiro..." "Ahn, pra que lado é o banheiro, mesmo?". O mais engraçado é que todo mundo sai do banheiro reclamando do mau cheiro. "Nooossa... Acho que mataram um bicho ali dentro..." "Aff.. Só usei o banheiro daqui porque tava precisando MESMO"

Dez e meia.
Hora da missa, a gente tenta achar um lugar bom pra sentar. Se situa por lá e tenta ouvir a missa, já que folheto que é bom, nada. Tudo muito bem, normal, até duas senhoras sentarem na nossa frente. Tudo muito bem, normal, até meu irmão começar a tirar com a cara de uma das senhoras que sentaram na nossa frente... Não tinha como não rir... Meu irmão imitava direitinho a dita cuja, ainda piorava a interpretação. Eu e minha mãe rolávamos de rir. Em plena missa. Em Aparecida. Cadê o respeito desse povo pela religião!?? Não sei, a gente tava procurando. Até agora não achamos. Valeu Adolpho, por nos ter feito rir em plena missa, na hora da música mais serena. Valeu, mesmo!

Onze e quarenta.
Saímos da capela. Fome é a palavra que domina os estômagos de todo mundo. Decidimos comer algo na lanchonete de Aparecida. Grande erro. Enorme erro. Monstruoso erro.
Vamos lá... A gente viu que a lanchonete não era lá essas coisas, então decidimos pedir algo que nos parecesse inofensivo. Pão de queijo, misto quente e chocolate quente são coisas inofensivas, de um modo geral. The biggest mistake of ours lifes foi pensar que aquilo podia ser simplesmente comida. É, porque um pão de queijo com gosto de querosene, misto quente emborrachado e em pão velho e chocolate quente com um palitinho como colher não podem ser só comida. Principalmente um pão de queijo. Ainda posso sentir o gosto (?) daquele negócio na minha boca... Blargh!
Como eu sou uma garota bondosa e vi que um cachorro meio esfomeado tava passando lá na hora, não hesitei em jogar o pão de queijo, o resto do misto e o que tinha sobrado de um folheado pra ele. Joguei no chão, mesmo, vai que o cachorro me mordia. Bem, de começo, o cachorro estava muito feliz. Algo como "Ueba! Esses católicos imprestáveis finalmente perceberam que nós, animais de patas, também precisamos de comida e somos filhos de Deus como eles". Eu disse ESTAVA, não? É, porque depois da gororoba da Lanchonete da tia Cida (não, não é esse o nome da lanchonete) o cachorro ficou meio, sei lá... Abatido... O bichinho deitou lá no chão com uma cara de doente e sei lá... Fiquei com minha consciência até pesada... Pra ajudar, Madalena ainda disse que "da próxima vez que voltarmos lá, podemos dar o cachorro como falecido". Só faltou a Camilla chorar... Clique aqui para ver o antes e depois cachorrinho...

Meio dia e quarenta.
Todo mundo dentro do carro. Todo mundo com sono, com fome, com dor de estombo (como diriam alguns...) e outros etecéteras.
Eu e Adolpho nos reviramos de todas as maneiras possíveis dentro daquele carro. Eu pus a perna em cima dele, ele encostava a cabeça no meu ombro, eu tentava fazer meu pé não ficar dormente... Enfim, foi uma coisa muito BURITA de se ver... Mas não de estar lá.
Nos acomodamos de forma confortável um meio que sobre o outro, meu priminho fofo com suas perninhas em cima de mim, com o resto do corpo sobre a sua mãezinha.
Ah, até que foi legal...

Uma e cinqüenta.
Passamos de novo na entrada de São José dos Campos. "Putz, Camilla, pensa em outra coisa, tipo... O céu tá bonito, não? Não, Camilla, tá chovendo... Assim como tava chovendo naquele dia que vocês dois... Não, esquece.. Vai, Camilla, se esforça. Então, como estava dizendo... Ah.. Aquele shopping tem Cinemark. Legal. Bem melhor que aquele cinema fajuto em que vocês... CARAMBA, CAMILLA! PÁRA DE PENSAR NELE!"
Passamos pela entrada de SJC.

Duas e quarenta.
CASA! UHUL!
*********
Todos nós almoçamos aqui em casa. Meu primo, como toda criança normal, não se preocupou em bagunçar todas as fotos que são meu XODÓ e nem em desarrumar o sofá da sala. Eu, como adolescente normal que nunca trata crianças como retardadas, tratei de brigar com ele, falar palavras difíceis pra ele, fazer ele ficar com uma cara de "Cuma!?" e fazer ele parar de bagunçar. Por isso vou ser psicóloga ou pediatra. Meus métodos com crianças são infalíveis... Eu devia montar uma creche, isso, sim....

Ponto alto do dia: Meu primo Nathan, na fila pra ver a santa, perguntando num tom de voz basicamente alto: "Ihh, mamãe... quem foi que fez pum?"
Ponto baixo do dia: Minha bunda dormente há, somente, uns 5 km de casa... humpft!

Listening to... Smell like teen spirit - precisa falar de quem é?

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004

Sim, estou apaixonada, com licença. Quero escrever poemas sobre o meu momento, então aí vai mais ou menos a descrição do meu dia...

*pensamentos poéticos*
Eu não paro de pensar nele.
A poesia das palavras ditas pela professora entram por um ouvido e só poemas que falam de amor permanecem presas em minha memória.
Eu não gosto disso...
Eu tenho medo de me apaixonar, de me perder totalmente em pensamentos sobre ele. O pior de tudo é que já estou perdida em minhas vontades.
Sim, eu quero que as horas passem mais rápido.
Sim, rio de uma piada sem graça só porque me lembro dele.
Sim, estou feliz ao extremo, mas ainda temo pelo meu coração.
Eu penso, tento ser racional e não me envolver tanto, mas meu coração é teimoso. Não quer aceitar minhas ordens...
Então, acaba por querer amá-lo. Mas não, não vou deixar.
Ainda tenho medo de sair ferida dessa história.
Tenho medo de amar, sim. Mas tudo é uma questão de tempo...
E sei (tenho certeza) de que meu coração é mais forte (e mais insistente também). Um dia meu coração vai forçar o resto do meu corpo a se render a você....

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004

Cara... Não acredito que eu estou almoçando em frente ao computador! O que o vício não faz...
Eu queria avisar que os textos que virão a seguir foram escritos na escola, em um dia de pura solidão e abandono. Se eles estiverem meio sem nexo, não se importe. Eu sou meio sem nexo... E afinal de contas, isso é ou não um blog pessoal!??

*um maravilhoso dia escolar..*
Eu sabia que não ia agüentar ficar sem escrever...
Bem, minhas amigas vão fazer formatura hoje e decidiram faltar para conseguir ficar na festa até o final...
Me dá muita raiva não ter alguém pra conversar, nem que seja pra ficar falando besteira. Sei que sou quieta, mas assim também é demais! Eu queria poder ir na formatura...
Eu quero alguém pra conversar porque senão vou ficar pensando nele e contando o tempo que ele vir pra cá e enlouquecer.

Hora da entrada
Eu e meu irmão estamos atrasados, como sempre. Venho conversando com meu irmão sobre a minha necessidade de chegar atrasada. Eu me sinto mais segura, ou sei lá.
Meus pensamentos já estão se lamentando por eu ter de ficar sozinha pelas próximas 5 horas e 20 minutos.
"Camilla, cala a boca, você não nasceu grudada em ninguém. Senta na sua cadeira, presta atenção na aula (ou viaja e dorme) e volta pra casa. Simples assim."
Mas eu sabia que não ia ser desse jeito.

1ª aula - Química
Antes mesmo do professor entrar na sala, eu já estava entediada. Claro. Minhas amigas não vieram e eu não consigo me sentir a vontade com mais ninguém da sala.
Professor Vanildo chega. Tá, ele é divertido e tudo mais, mas eu simplesmente não estou para explicações hoje. Ele fala, fala, fala e eu só corrijo os exercícios.
Penso na pessoa especial. Penso em não pensar na pessoa especial.
OK. Acabou a aula.

2ª aula - Geometria
Professor entra, diz bom dia, passa lição a ser entregue. Eu, como aluna exemplar (e sem nada melhor pra fazer), faço meus exercícios em silêncio (cadê minhas amigas!?)
Entrego a lição, olho no relógio e ainda faltam dez minutos pra acabar a aula.
Pelo menos passou rápido. Tenho que publicar alguma crítica nova e fazer uma queimada.

3ª aula - Biologia I
Ta todo mundo conversando. Mas acredito que meus pensamentos são muito mais cheios de idéias que qualquer pessoa que esteja falando aqui.
Acho que, até agora, já me chamaram 5 vezes: pra me dizer pra eu sentar mais perto da "tchurma", pra pedir emprestado canetinha, pra pedir emprestado branquinho, pra pedir ajuda pra fazer a lição... Como sou requisitada!
Lembro da pessoa especial e sorrio no meio da sala. Como ninguém está prestando atenção em mim, nem percebem o quão bobalegre fiquei só de recordar algo engraçado que ele disse. Melhor assim.
Parar de pensar nele.
8 dias.
***
(Nota mental: comprar um gravador para a aula de Biologia. Ela fala muito e tudo é importante e eu não consigo escrever tudo o que ela diz.)
***
>Música chiclete do dia: "Vou deixar/a vida me levar/pra onde ela quiser/seguir a direção/de uma estrela qualquer..." Skank, Vou deixar<

4ª aula - Álgebra
Professor chega. O nome dele é Celso, mas eu pus na minha cabeça que ele se chama Adilson.
Tá legal.
Nada demais.

Lanche
"Cara, vou ficar sozinha por vinte minutos sem me distrair com nenhuma outra coisa... Que saco!"
Fiquei com umas meninas da minha sala que estavam se lamentando que o povo da manhã é muito falso e que ficavam encarando elas.
OK. Elas não conhecem o povo do meu prédio.

5ª aula - Inglês
Sem muitos comentários sobre a aula da Teacher Gisele. Muita putaria, gestos obscenos e papos sobre vaselina rolam soltos.
Nessa aula, todo mundo se abre e dá o máximo de si (pelo menos hoje).

Risquei a minha mesa com um desenho muito criativo, tá até parecendo a Oca.

Marcel acaba de me importunar dizendo que não era pra eu chorar (só porque estou concentrada). Ele me disse: "Calma, ele volta..." Eu pensei: "Estou calma... Ele já está vindo."

10 minutos pra acabar a droga da aula. Num dá pra passar mais rápido, não!?

(Nota mental: trazer minha agenda para a escola. Pelo menos assim, não fico gastando folhas de fichário que deveriam ser usadas na escola.)

Conversei um pouco com a Teacher pra ver se o tempo passava. Até que foi rápido.

6ª e última aula - Álgebra
Ai, tédio. Coisas que eu já vi, revi, trivi... Os números racionais estão basicamente me atacando. Ficam enchendo minha vida de denominações, geratrizes, números primos...
Isso aqui tá pior que aula de Artes.
11:56 ---> 34 min --- a aula dele é mais legal quando a gente tem com quem zoar...
12:09 ---> 21 min --- ele ainda vai passar lição!

Dúvida late-jante: Por que ele sempre pára no meio das palavras pra gente adivinhar? Ele tem que parar com essa mania...
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De tanto reclamar da escola, fomos todos dispensados dez minutos antes. Tava caindo uma baita chuva por aqui e eu e meu irmão nos encharcamos.
Quando chegamos em casa, a chuva parou... (que ódio!)
Agora estou aqui, em frente ao PC, esperando alguém ficar on-line...
Acho que é só isso.

Terça-feira, Fevereiro 03, 2004

*eita, coraçãozinho...*
Não... Desde que comecei a escrever a maioria dos meus pensamentos no CríticaZ não tenho mais como imaginar as coisas e não querer escrevê-las.
Bem, eu quero escrever sobre um monte de coisa. Na realidade, eu queria fazer poesia agora, mas não estou com muitas idéias na cabeça. Pra ser sincera, só uma coisa está dominando meus pensamentos: a vinda da pessoa especial pra Sampa.
OK, prometi pra mim mesma que não contaria os dias até ele vir pra cá. Mas é impossível não pensar e querer que as horas passem mais rápido.
Certo, certo... Eu não vou contar, mas sei que faltam onze dias pra ele vir pra cá.
Inspira, expira... Calma...
Quando ele estiver aqui, a gente vê no que as coisas vão acabar...
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Passei no teste!
Vi alguém de quem estava MUITO afim ano passado hoje e fui capaz de não ter nenhum sentimento de atração por ele!
Uau!
Parabéns, Camilla!


Camilla, 14 anos, 19/12, mente em constante mudança, gostos musicais manipulados pela MTV, cinéfila estágio 1 (compulsividade por filmes, mas ainda consegue achar outras coisas mais divertidas), simpática depois de perder a timidez e se sentir a vontade com a pessoa, gerando grande admiração pelo chamado samba de verdade (pagode, não!), viciada em um tal de pirulito POP que deixa sua língua vermelha, sempre apaixonada (nem que seja pela vida), assiste Malhação pra depois criticar o desempenho dos atores, gosta de teatro mas nunca mais foi a um, interessada pelo desconhecido e arrependida, por causa do medo.
Não tem medo da morte e a aguarda pacientemente... Enquanto ela não vem, vamos viver a vida! PS.: Gosta de PS e através dele pede sua vista aos blogs CríticaZ e Queima, Jesus!, dos quais faz parte.

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